Serra do Gerês 2007

Foi no fim-de-semana de 5 a 7 de Outubro de 2007 que os Camarros levaram a cabo, mais uma vez, sob a direcção do Guia Luís Santos, a empresa de percorrer a Serra do Gerês entre a Portela do Homem e a vila de Cabril. Esta actividade enquadrou-se num dos requisitos da especialidade Excursionismo Pedestre com Mochila que os DESBRAVADORES do Barreiro estavam a preparar nessa altura.

No dia 4 de Outubro à noite, um conjunto de três carros partiu do Barreiro, transportando os participantes desta aventura, naquela que foi uma viagem cansativa e pela noite dentro. Chegaram ao Gerês na madrugada do dia 5, parando para repousar nas imediações da Pedra Bela, a cerca de 7Km da Vila do Gerês.

Ao despontar dos primeiros raios da aurora, os Camarros acordaram, tomaram o pequeno-almoço e dirigiram-se para o ponto de partida da sua caminhada, a Portela do Homem, onde Portugal e Espanha desenham os seus limites fronteiriços. A fase inicial foi uma das mais duras, com a ascensão até ao ponto mais alto da Serra do Gerês, as Minas do Carril, onde pernoitaram.

No dia seguinte, a seguir a uma meditação no topo de um grande rochedo, iniciou-se a segunda parte do percurso que terminava mais a Sul, nas Lagoas do Marinho. Esta fase foi menos agressiva, pois o declive é menos acentuado. Nas Lagoas do Marinho existem dois abrigos que, habitualment, são utilizados pelos pastores. Os Camarros passaram a noite nestes abrigos, protegidos contra o frio e a geada, assim como contra os perigos de animais selvagens, como o lobo que rondou o acampamento nessa noite.

A Serra do Gerês é um local que regista uma elevada pluviosidade todos os anos. Assim, foi sempre possível dispor de água fresca durante todo o percurso. As Lagoas do Marinho, essas, após o Verão estavam secas, nada se notando delas a não ser os limites e a lama seca no seu interior. A vegetação do topo da serra é muito menos deslumbrante do que a da encosta e do sopé. Ainda assim, é muito abundante, por entre os grandes rochedos que impressionam os visitantes.

A fauna do Gerês também é uma mais valia para quem percorre estes caminhos. Os Camarros foram afortunados, tendo avistado, entre Garranos (espécie de cavalos selvagens autóctone) salamandras e outros animais, um veado que, como se sabe, pertence a uma das espécies cada vez menos avistada na região. Além dos animais selvagens, também foi possível observar as espécies locais de gado bovino e caprino.

Cartaz de Publicitação da Actividade

Cartaz de Publicitação da Actividade

A descida foi a parte mais difícil de todo o percurso. Dois elementos do grupo apresentavam algumas lesões nos pés e tornozelos. Por esse motivo, não lhes foi possível acompanhar o grupo na última fase desta empresa. Valeu-lhes o aparecimento de um grupo de pastores que vinham reunir a sua manada e buscar uma das vacas para levar para a povoação. Este encontro foi providencial, já que os pastores levaram os elementos lesionados consigo.

Dado o grande desnível, foi difícil para os Camarros chegar à meta desejada. A maior dificuldade prendeu-se com o cansaço provocado pelos obstáculos do percurso. Ao fim de aproximadamente seis horas, um número excessivo para as expectativas iniciais, o grupo chegou, finalmente a Cabril, onde almoçou e se despediu da Serra do Gerês.

A viagem de volta para o Barreiro foi feita sem percalços, apesar do trânsito excessivo que se regista sempre que há um fim-de-semana grande. Já era noite do dia 7 quando, finalmente, os Camarros chegaram a casa.

As imagens desta actividade estão disponíveis na nossa secção de fotografias (Galeria de Fotos).

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